A epilepsia parcial contínua (EPC), descrita por Koshevnikov em 1895, caracteriza-se por crises epilépticas motoras parciais bem localizadas, podendo associar-se a mioclonias no mesmo local, com duração de horas a anos. Os autores relatam o caso de um paciente de 16 anos com EPC refratária, cuja investigação por vídeo-EEG e ressonância magnética evidenciou lesão focal no giro pré-central direito.
Optou-se por lesionectomia, com anatomopatológico indicando displasia cortical tipo 1; o paciente evoluiu com melhora completa do quadro, sem sequelas — ilustrando a importância da investigação etiológica nesse raro tipo de status epilepticus focal.